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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

TNSJ promove leituras encenadas de textos de alunos da ESMAE

Entre sexta-feira e domingo, com entrada gratuita

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Peças novas reúne alguns dos trabalhos finais produzidos pela primeira turma da pós-graduação em Dramaturgia e Argumento da instituição

 

Novas falas, novas cenas, novos atos. No primeiro fim de semana de julho, são dados a ver pela primeira vez as peças e os guiões finais produzidos pela primeira turma da pós-graduação em Dramaturgia e Argumento da ESMAE, curso de que a RTP e o Teatro Nacional São João (TNSJ) são parceiros. Peças novas – com direção artística de Nuno M Cardoso – são a primeira parte de um ciclo de apresentações que se prolongará por um ano, sendo que a primeira fase acontece no Mosteiro de São Bento da Vitória (MSBV) e terá como foco oito novos textos dramáticos.

 

Entre sexta-feira e domingo, o Mosteiro será palco de leituras encenadas de três guiões (Meninas de Rua, O Duelo de Nogueira e Coelho, A Arma do Crime); quatro peças (Canção Orquestral, Juliano Morre, Himalaias, O Revisor); e uma peça para a infância e a juventude (Simão na Antártida). A interpretação une duas gerações de 16 atores – alguns habituais dos espaços do TNSJ e outros que também são alunos da ESMAE –, sendo que a autoria dos textos é de Ana da Cunha, Beatriz Brígida Melo, Belmiro Ribeiro, Carina Ferrão, Filipe Gouveia, Flora Miranda, Frederica Nunes de Pinho e Maria Pinto.

 

Para Jorge Louraço Figueira, diretor da pós-graduação, os textos “materializam o imaginário particular do escritor, cada uma à sua maneira. Apesar do caráter coletivo destas criações, elas estão bem individualizadas”. As personagens inventadas são colocadas em mundos fictícios que nos soam familiares, como é o caso de casas em ruínas, vilas paradas no tempo, casarões oitocentistas ou estações fantasma. Peças novas decorre no dia 5 de julho, às 21h00; no dia 6, às 15h00 e às 21h00; e no dia 7, às 15h00. A entrada é gratuita.

 

Apresentações inéditas da ESMAE prolongam-se até 2020

Após Peças novas, outros trabalhos finais dos alunos da pós-graduação em Dramaturgia e Argumento da instituição vão continuar a ser apresentados. Até ao final do ano, vai ser possível escutar-se a mais dois textos na Antena 2 (no programa Teatro Sem Fios), um escrito de propósito para a rádio, outro adaptado à cena sonora. Já em 2020, quatro das obras serão produzidas pela RTP2 (no programa A Peça que Faltava). Ao todo, contabilizam-se catorze novas peças e guiões, sendo que todos eles serão editados pela ESMAE.

 

“Só é possível apresentar tantas peças porque o trabalho foi coletivo. Os textos foram gerados num contexto de partilha e discussão que fortaleceu as propostas iniciais até que os temas e as formas caminhassem pelos próprios pés”, diz-nos Jorge Louraço Figueira. “Nesse sentido, estas peças fazem parte de uma espécie de máquina de cena: o próprio grupo de trabalho, produzindo em conjunto. Além de autores com voz própria, foram parceiros de escrita”, remata o dramaturgo.  

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