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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

TOKYO | NIHIL no Teatro da Garagem

INSTALAÇÃO-PERFORMANCE | Acolhimento

Coordenação de Nuno M Cardoso

[7 de Janeiro de 2016 | Apresentações de 30 minutos a partir das 20h00 até às 24h00]

 

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Fotografia de Nuno M Cardoso

NIHIL integra um projeto mais vasto que se apresenta como um díptico, um objeto de duas faces: NIHIL e TOKYO. Ambos se relacionam com as noções de sacrifício e honra.

A palavra nihil vem do latim e significa “nada”, tendo sido o conceito de base para o dispositivo que apresentamos a um público que é convidado a produzir as suas vias de sentido. O projeto entrega-se então como um ponto de partida, um objeto que precisa de relação hermenêutica obrigatória para qualquer chegada eventual. A própria noção de “relação” encontra-se igualmente patente nos materiais levantados pela equipa artística, durante uma residência de criação que iniciou em outubro de 2015 e que se interrompe com o objeto apresentado. Esta interrupção não passa de uma interrupção, pois o processo prosseguirá. Como qualquer “relação”, para que esta se torne funcional, são precisas regras, visto que estas determinam igualmente o lugar.

           

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Coordenação Nuno M Cardoso
Com a Colaboração de Albano Jerónimo, Ana Cunha, Inês Amaral Mendes, Mickael de Oliveira, Rui Monteiro, Sara Carinhas
Agradecimentos Francisca Loureiro Cardoso, José Capela, Vera Mantero
Produção Cão Danado
Apoios Ministério da Cultura / DGArtes | Teatro da Garagem | Teatro Taborda | TNDMII 

E o resto pode e deve ser feito pelas pessoas. Numa ideia de Presença | Produção. Será ainda Teatro? Onde toda a matéria cénica estará na imaginação da audiência. Já não espectador, mas participante e produtor de um espetáculo imaginário. Cada indivíduo um Artista. Criar as matérias relacionais para a provocação, a transformação e a mudança. O poder da imaginação e da sugestão. A arte é sempre uma deceção, não pode prometer nada. Mas a sua secreta ambição é desmesurada: parar o tempo. E isso será a revolução. Não desejar uma coisa por ela ser boa, mas dize-la boa porque desejada. Não existem fenómenos morais, mas uma interpretação moral dos fenómenos. Fundar ainda e de novo a Ética. Num outro lugar, num país distante. Sem perda nem ganho, na realidade não haver perda. A consciência de perfeição, a mente livre, a via da descoberta. Descobrir-se a si próprio. Encontrar a beleza. A beleza é o mistério da vida. E não está no olhar. Está na mente.

M/12 | Duração 15’16” e 26’56”.