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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

"Trabalhos de casa", da CNB, no TMJB

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Trabalhos de casa, CNB, coreografia Algo_Ritmo, de Xavier Carmo/Henriett Ventura

 

Trabalhos de casa, da CNB, no TMJB

 

A Companhia Nacional de Bailado vai estar no Teatro Municipal Joaquim Benite, nos dias 14 e 15 de Janeiro, às 21h, para apresentar Trabalhos de casa, com coreografias de Xavier Carmo/Henriett Ventura e de Miguel Ramalho.

 

Os bailarinos da CNB, Xavier Carmo/Henriett Ventura e Miguel Ramalho, estrearam as suas novas criações no primeiro programa que a Companhia apresentou no período pós-confinamento, em julho no Millennium Festival ao Largo. Fizeram-no num contexto particular, com condicionamentos não habituais e incorporando novas regras que então ditaram as próprias criações.

Estas criações são apresentadas no âmbito do programa Trabalhos de Casa – um espaço que a CNB oferece a criações dos seus bailarinos que manifestam interesse em desenvolver trabalho coreográfico.

 

ALGO_RITMO
O que torna um indivíduo num ser único?
Não há duas impressões digitais iguais, mas todos as temos
Não há duas retinas oculares iguais, mas todos as temos
Não há dois umbigos iguais, mas todos os temos
Não há dois A.D.N. iguais, mas todos os temos
Não há corpos iguais, mas todos os temos

No espaço – tempo em que o indivíduo se expressa e existe ele é ÚNICO, mas faz parte da HUMANIDADE.
Em algo_ritmo, procuramos uma imersão num espaço que não é espaço, num tempo que não é tempo, senão aqueles que lhes quisermos atribuir, e em que o intérprete nele se imprime como ser único e singular, dentro do colectivo que o rodeia.
A fórmula de Fibonacci serve de inspiração para este trabalho.
A sua sequência, tida por muitos matemáticos como a “impressão divina”, ou a prova de uma inteligência superior, de um grande arquitecto sobre o mundo natural, será o motor para uma outra busca, a de uma impressão Humana.
O propósito deste trabalho centra-se na busca de uma impressão própria e singular, única ao indivíduo (intérprete) e sua repercussão física sobre a cena, vista como algo irreproduzível no espaço-tempo, e na pluralidade em que ele se insere.
Ninguém foi ou será alguma vez como ele, terá vivido como ele, terá as memórias que ele teve, imaginou o que ele imaginou, ou sentido como ele sentiu.
Acima de tudo e do “todo”, vivemos num mundo globalizado onde 7 biliões de seres humanos co-habitam numa esfera cada vez mais pequena, e onde a necessidade do indivíduo se ver como único, nunca foi tão presente.

Xavier Carmo / Henriett Ventura

 

SYMPHONY OF SORROWS
Um leve toque sobre as nossas sensações à margem da realidade humana. Os nossos corpos formam um organismo que vislumbra a imagem do que temos no subconsciente. Um universo dentro de cada corpo tornado música. Como se conseguíssemos ver cada nuance musical enquanto vivemos pequenos momentos que nos são fortemente familiares.

Miguel Ramalho

 

 

Trabalhos de casa (Sala Principal, 14 e 15 de Janeiro de 2021, quinta e sexta, às 21h) 1h M/6

 

ALGO_RITMO
Coreografia Xavier Carmo e Henriett Ventura
Música original e interpretaçãoCésar Viana
Composição musical Sara Ross
Desenho de luz Cristina Piedade
Intérpretes e co-criadores Anyah Siddall, Inês Moura, Patricia Main, Shiori Midorikawa, Tatiana Grenkov

 

SYMPHONY OF SORROWS
Coreografia e figurinos Miguel Ramalho
Música Symphony No.3, Op.36 “Symphony of sorrowful songs”, Henryk Gorecki Composer, Dawn Upshaw (Soprano) And The London Sinfonietta, Conductor David Zinman
Desenho de luz Cristina Piedade