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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Um ano após o início da tragédia dos incêndios de 2017: Leitura do conto "O Homem que plantava Árvores", em 22 locais simultâneos em Portugal e Itália.

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Leitura simultânea em Portugal e Itália de “O Homem que plantava árvores” evoca tragédia dos incêndios de 2017

 

 

PALAVRAS CONTRA AS CHAMAS

16 e 17 de Junho – Nodeirinho (Pedrógão Grande), Porto, Valle de Susa e Turim (Itália)

 
22 locais: 19 livrarias, 1 biblioteca, 2 municípios numa iniciativa entre Itália e Portugal que quer recordar as vítimas e a destruição florestal provocadas pelos violentos incêndios ocorridos em Portugal e Itália (Junho/Outubro-Novembro 2017).O conto de Jean Giono,uma extraordinária narrativa sobre a reflorestação e o poder que o ser humano tem de influenciar positivamente o mundo à sua volta,será lido por vários actores e voluntários.
 
 
A tragédia de Pedrógão Grande, que no passado dia 17 de de junho de 2017 resultou em 66 mortos, 254 feridos, 500 habitações e 48 empresas destruídas, para além de 53000 hectares de floresta ardida e a equivalente perda de fauna, deixou em choque Portugal e o mundo inteiro. Pouco tempo depois em Itália, afortunadamente sem vítimas, o pesadelo dos incêndios assolou o Vale de Susa atormentando o mês de outubro.

Em ambos os países ocorreu uma destruição implacável de floresta e dos seus elementos mais emblemáticos, as árvores. Estes factos invocaram na nossa memória as palavras e importante alerta de Giorgio Strelher que há mais de vinte anos escrevia: “É útil, é justo, é histórico preocupar-se com o Teatro hoje frente aos graves problemas que agitam a nossa sociedade? Não existem, provavelmente, situações mais angustiantes, mais urgentes, às quais entregar as nossas forças? «Vivemos tempos escuros - afirmou Brecht - em que falar de árvores parece ser delito!». E nós falamos de árvores. Nós falamos de Cultura. Estamos convictos de que hoje é um dos poucos modos que temos para nos opormos à barbárie que existe entre nós e que consiste em assumir a Cultura como premissa da nossa civilização em que o Teatro é expressão da sua própria existência. Sim, acredito que se deva falar e é oportuno lutar pelas árvores. É necessária a luz de um farol que nos conduza pela escuridão contemporânea afirmando a necessidade da Arte na vida do Homem para a sua sobrevivência”.

Estas são palavras que permanecem válidas e representam um farol, a referência necessária para a ação.

Por este motivo, a Assemblea Teatro (companhia de Teatro de Turim, Itália) e a Apuro (Associação de Filantropia Cultural, com sede no Porto)uniram esforços para organizar uma leitura simultânea em Itália e em Portugal, com diversos atores e/ou leitores voluntários, em livrarias selecionadas do Porto, de Turim, no vale de Susa e em Pedrógão Grande, na data significativa de 17 de junho, do texto de Jean Giono “O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES”.

 
 
No dia 16, as leituras ocorrerão nas livrarias de Porto e Turim, simultaneamente, às 15h30 (hora portuguesa) por actores de ambas as nacionalidades.

E do dia 17, também às 15h30, o conto de Jean Giono será lido por actores e cidadãos voluntários na aldeia de Nodeirinho, Pedrógão Grande, e em diversos locais do Valle de Susa, em Itália.

 

Sobre “O Homem que plantava Árvores”:

Jean Giono escreveu este conto lendário nos anos 50 do século XX, com a esperança de desencadear um programa de reflorestação a nível mundial que promovesse a regeneração do planeta. Uma mensagem muito à frente do seu tempo. Aqui vai a sinopse:

Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, O Homem Que Plantava Árvores é uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta. Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial. Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira – com um ecossistema rico e sustentável. É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França. Uma história inesquecível como O Principezinho de Saint-Exupéry, que continua a inspirar milhares de leitores em todo o mundo.

Sobre a Assemblea Teatro:

A companhia nasceu em Turim, Itália, em 1987 (comemora este ano o seu 50º aniversário) com a firme intenção de intervir artisticamente numa cidade fortemente industrializada e culturalmente deprimida. Desde cedo dedicou-se ao teatro de pesquisa, vinculado às lutas operárias, sindicais e humanistas. O teatro de comunidade, como intrumento de reflexão ou de protesto, a substituição das salas de espectáculo pelo espaço público e a intensa actividade internacional são algumas das imagens de marca desta companhia. Em Portugal, entre outras produções, levou à cena o espectáculo U Boat 1277 na praia de Angeiras, Matosinhos, em Junho de 2015, numa co-produção com o Teatro Pé de Vento.

Sobre a APURO:

AAPUROé uma associação cultural e filantrópica sem fins lucrativos, fundada em 2012. Assume-se como uma sociedade particular de Solidariedade Cultural. Culturalporque toda a sua atividade se orienta para a cultura, quer na sua vertente produtiva (teatro, cinema poesia, edições…) quer na sua vertente social. Filantrópicaporque pretende criar um sistema de apoio a intermitentes do espetáculo que se encontrem em carência efetiva de emprego e/ou saúde e com estes criar um sistema de voluntariado cultural junto de outros cidadãos carenciados através de parcerias com Instituições Particulares de Solidariedade Social e outras associações com fins semelhantes.

A APURO tem como característica ter sido fundada por uma maioria de cidadãos não ligados profissionalmente à cultura mas que se interessa e preocupa com este bem fundamental para a humanidade.

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