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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

UM MÚSICO, UM MECENAS 2016 | Sábado, 25 de Junho,18h | entrada livre | | SOFIA DINIZ (viola da gamba P. Rombouts, sec. XVIII) e FLÁVIA CASTRO (cravo Antunes, 1758)

UM MÚSICO, UM MECENAS 2016
 
próximo concerto:
 
25 de Junho,18h | entrada livre
 
 
SOFIA DINIZ (viola da gamba Pieter Rombouts, sec. XVIII) 
 
e FLÁVIA CASTRO (cravo Antunes, 1758)
 
interpretam MÚSICA SEM FRONTEIRAS | #EntradaLivre
 

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PROGRAMA 

Girolamo Dalla Casa († 1601)

Ancor che col partire

António Carreira (ca. 1530 - ca. 1560)

Canção a 4 glosada

  1. de Selma e Salaverde (ca. 1595 - ca. 1638)

Susana Passeggiata

Tobias Hume (ca. 1569 - 1645)

Harke, Harke

Diego Ortiz (ca. 1510 - ca. 1570)

3 Recercadas

Domenico Scarlati (1685 - 1757)

Sonata em dó menor, K52

Mr. de St. Colombe, le Fils (ca. 1640 - 1700)

Fantaisie en Rondeau

Marin Marais (1656 - 1728)

Suite em sól menor

J.S. Bach (1685 - 1750)

2 corais

Nur kommʼ der Heiden Heiland

Liebster Jesu, wir sind hier

SOBRE OS INSTRUMENTOS HISTÓRICOS 

A prestigiada gambista Sofia Diniz tocará na Viola da Gamba da colecção do Museu da Música da autoria do construtor Pieter Rombouts (1677-1749), discípulo de Hendrik Jacobs. 

Datado da primeira metade do século XVIII e construído em Amesterdão, este instrumento musical irá, devidamente acompanhado por Flávia Castro no cravo Antunes, dar voz a repertório que abarca os sécs. XVI, XVII e XVIII.


O Cravo Antunes, construído por Joaquim José Antunes em Lisboa, em 1758 é uma das peças mais valiosas da colecção do Museu Nacional da Música, deixando reconhecer uma forte e bem estabelecida tradição de artesanato musical com orientações próprias. As suas características históricas e organológicas fazem dele um exemplar único no conjunto patrimonial do país e importante no âmbito internacional.

Sendo um dos poucos exemplares sobreviventes da escola portuguesa de construção de cravos de meados de setecentos, é de extrema importância para a reconstituição da autêntica sonoridade da música cravística pré-barroca e barroca, produzida em Portugal por compositores como Domenico Scarlatti ou Carlos Seixas. Por todos estes motivos, mas também porque se encontra em óptimas condições, tem atraído a atenção de músicos e organólogos de todo o mundo. Assim sendo, as ocasiões em que é tocado publicamente são sempre oportunidades a não perder. Ouvir um "Antunes" é ouvir um instrumento com características sonoras muito ricas, atractivas e originais.

Deste construtor, assinado com o seu nome completo, é conhecido apenas mais um cravo, datado de 1785, que integrava a colecção de instrumentos musicais Finchcocks, em Kent (Inglaterra), e que foi vendido em leilão no passado mês de Maio a um particular. 

 

SOBRE AS INTÉRPRETES

SOFIA DINIZ | viola da gamba Pieter Rombouts (1ª metade do séc. XVIII) 

Sofia Diniz é natural de Lisboa. Tendo tido desde cedo uma formação na área da dança e da música nas escolas do Conservatório Nacional, optou pelo curso de violoncelo e em 1998 concluiu o bacharelato na Escola Superior de Música de Lisboa. Foi nos cursos da Academia de Música Antiga de Lisboa que surgiu o seu interesse pela interpretação histórica em instrumentos originais e a motivação para especializar-se nesta área. Como bolseira do Centro Nacional de Cultura de Lisboa e mais tarde do programa NufficHuygens do estado Holandês concluiu os diplomas de Bachelor of Music com Rainer Zipperling na Musikhochschule em Colónia e de Master of Music no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos) e de Bruxelas (Bélgica) com os gambistas Wieland Kuijken e Philippe Pierlot. 

Em 2005 foi convidada para dar um recital como Solista Jovem Talento no Festival Bach en Valée Mosane em Liége e em 2006 no Festival Printemps Baroque em Bruxelas. Sofia Diniz é fundadora e directora artística do Ensemble ConTrastes, ensemble dedicado ao repertório para e com viola da gamba do período barroco e co-fundadora dos agrupamentos Concerto Campestre (Pedro Castro) e do Consorte de violas Viols Voice e trabalha com vários ensembles conceituados na área da música antiga, entre os quais realça a colaboração com os ensembles The Spirit of Gambo (Freek Bortslap), Il Fondamento (Paul Dombrecht), Ricercar Consort (Philippe Pierlot), Collegium Vocale Gent (Philippe Herreweghe), Hisperion XXI (Jordi Savall), Ludovice Ensemble (Fernando Miguel Jalôto), Sete Lágrimas (Filipe Faria e Sérgio Peixoto) ou Concerto Köln entre outros. 

Sofia Diniz toca em orquestra ou como solista nos mais variados festivais Europeus, tais como o Festival de Música de Mafra, o Bach Festival en Vallée Mosane (Belgica), Folles Journée (França) ou Holland Festival Oude Musik Utrecht e em gravações tais como nos álbuns Terra, Vento, Pedra e outros para a editora MU com o agrupamento Sete Lágrimas, Organa Vocis, numa produção da DRAC com órgãos históricos da ilha da Madeira com o organista António Esteireiro, Fantazias de Purcell e a Cantata BWV 198 para a editora MIRARE com Ricercar Consort, Missa Salisburgensis de Biber para AliaVox com Hisperion XXI sob direcção de Jordi Savall, Schwanengesang de Schütz para Harmonia Mundi com Collegium Vocale Gent e Concerto Palatino sob direcção de Philippe Herreweghe, e gravação integral ao vivo para o canal ARTE da Ópera Dido e Aeneas de H. Purcell com Ricercar Consort e Collegium Vocale Gent sob direcção de Philippe Pierlot.

FLÁVIA CASTRO | Cravo Antunes (1758)

Flávia Almeida Castro nasceu em Lisboa em 1978. Diplomou-se em cravo na Escola Superior de Artes de Utrecht, Holanda, sob a orientação do professor Siebe Henstra e na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação da professora Cremilde Rosado Fernandes. Foi bolseira do Centro Nacional de Cultura. Estudou órgão na Escola de Música do Conservatório Nacional com Rui Paiva e concluiu a licenciatura, no mesmo instrumento, na classe do professor João Vaz.  Trabalhou com a Capela Real, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra Nacional do Tejo, Orquestra Divino Sospiro, Orquestra Barroca da Casa da Música e com o FIMEnsemble onde teve oportunidade de trabalhar sob a direcção de Gilles Apap, François Leleux, Wieland Kuijken, Jean-Marc Burfin, Álvaro Caçuto, Terry Fischer, Pedro Neves, entre outros. É membro fundador do agrupamento Concerto Campestre com quem realiza concertos regularmente com quem gravou, para a editora Naxos em 2015 a Serenata L’Angelica de João de Sousa Carvalho. Fez parte de várias gravações de música composta para crianças de autores como Rute Prates e Sofia Sequeira. É professora de cravo e órgão na Academia de Música de Santa Cecília, professora de cravo no Instituto Gregoriano de Lisboa e cravista acompanhadora na Escola de Música do Conservatório Nacional  Atualmente frequenta o mestrado em órgão na Escola Superior de Música de Lisboa.

CICLO UM MÚSICO, UM MECENAS

Esta é já a quarta temporada do ciclo de concertos com instrumentos históricos UM MÚSICO,UM MECENAS, organizado pelo Museu Nacional da Música e no qual se procura divulgar um dos mais importantes acervos instrumentais da Europa, com a ajuda de músicos que actuam pro bono e dão voz a tesouros nacionais e peças de valor histórico único.

Os concertos são autênticas viagens à colecção do Museu da Música, conduzidas por grandes intérpretes nacionais e internacionais, dando a conhecer os instrumentos através de concertos comentados e de uma contextualização histórica estendida, muitas vezes,  ao repertório escolhido.

A interpretação, a necessária manutenção dos instrumentos musicais e a comunicação da história de cada um deles são factores intimamente ligados e que resultam numa acção concertada entre o museu e os mecenas do ciclo (músicos, construtores/restauradores e outros parceiros). 

 

 

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A imagem do poster deste ano é baseada numa fotografia datada de c. 1886, do atelier Fillon, de Augusto Bobone e pertence a uma colecção particular. Nela podemos ver o rei D. Luís a tocar num dos seus violoncelos . D. Luís I foi violoncelista amador e um monarca com grande sensibilidade para as artes. Tinha uma pequena colecção de instrumentos, sendo que parte dela se encontra actualmente no Museu Nacional da Música. São disso exemplo o violoncelo do construtor Joaquim José Galrão e o violoncelo Stradivarius, que participarão no ciclo.  
"Um Músico, Um Mecenas 2016" contará, efectivamente, com a ajuda de diversos violoncelistas de renome, entre muitos outros músicos.
 
 

RESTANTE PROGRAMA UM MÚSICO, UM MECENAS 2016
*alteração - o concerto de 30 de Julho troca com o de 22 de Outubro
 
30 de Julho
Clavicórdios do séc. XVIII
José Carlos Araújo
Música Ibérica do séc. XVIII
 
 
6 de Agosto 
Tiorba Matheus Buchenberg (1608)
Pietro Prosser (Itália) 
Toccate e Partite - Musica per tiorba tra la Roma e la Bologna del Seicento
 
10 de Setembro 
Violoncelo Dinis (1797) e Órgão Fontanes (1780-90)
Diana Vinagre e Miguel Jalôto 
Bolonha 1689 - O despertar do violoncelo
 
1 Outubro
Violoncelo Stradivarius Chevillard - Rei de Portugal (1725) e piano Bechstein (1925)
Marco Pereira e Joana David 
Beethoven e Brahms
 
22 de Outubro
Violino Galrão (1794), Violoncelo Galrão (1781) e Órgão Fontanes (1780-90)
Iskrena Yordanova, Ana Raquel Pinheiro e José Carlos Araújo 
Invenções e Paixões Barrocas 
Sonatas para violino dos sécs. XVII e XVIII de influência italiana
 
5 Novembro 
Guitarra portuguesa de Kim Grácio (c. 1960)
Luísa Amaro 
Carlos Paredes 
 
19 Novembro
Violoncelo Lockey Hill de Guilhermina Suggia (c. 1800) e piano Bechstein de Luiz de Freitas Branco (1920)
Fernando Costa e Luís Costa
Luiz de Freitas Branco, Luiz Costa e Fernando Lopes-Graça 
 
 
10 Dezembro
Violino Sanhudo (1867) e piano Bechstein (1925)
Daniel Bolito e Duarte Pereira Martins 
Sonatas de Beethoven, Brahms e Prokofiev
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CICLO À TARDE NO MUSEU
 
próximo concerto:
 
30 de Junho,19h | bilhetes €5, sócios €3
 
Organização: Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música
Comissária: Ana Paula Russo
Em breve mais informação.

 

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EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS | Mês da criança
 
EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS PREMIADOS DO CONCURSO "A minha escola adota um museu, um palácio um monumento..." 
(patente até ao final de Junho)
 
 Este concurso é um projecto conjunto da Direcção Geral do Patrimônio Cultural e da Direção Geral de Educação " iniciado em 2006 . 
Dividido em várias áreas (artes visuais, escrita, artes performativas e fotografia), abrange alunos de todos os quatro ciclos e educação especial. 
A imagem (prémio fotografia, secundário) que reproduz os Painéis de São Vicente do MNAA, bem como todos os outros fantásticos trabalhos premiados, 
poderão ser vistos no Museu Nacional da Música em Lisboa até ao final de Junho.

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 AS AVENTURAS DA KIKA E DO JONI

 
No final de 2014, o casal Costa Campos (Kika e Joni) doou ao museu 36 instrumentos musicais coleccionados durante as 
suas viagens ao longo dos anos, por todo o mundo. Parte dessa recolha está 
agora exposta na entrada do Museu Nacional da Música. Exposição patente até 30 de Junho.

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