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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

UM MÚSICO, UM MECENAS | Concerto dia 10 de Junho, pelas 18h | TIORBA MATHEUS BUCHENBERG (1608) | Helena Raposo e Orlanda Velez

UM MÚSICO, UM MECENAS | 10 de Junho, 18h
TIORBA MATHEUS BUCHENBERG (1608)

A tiorbista Helena Raposo e a soprano Orlanda Velez interpretam Dowland, Purcell, Caccini e Monteverdi

#EntradaLivre

 

 

 

Helena Raposo tocará na tiorba (ou chirarrone) de Matheus Buchenbergo 

construída em Roma e datada de 1608, da colecção do Museu Nacional da Música (nº. inv. MM 252).

 

 

A TIORBA BUCHENBERG DO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA foi construída em Roma, em 1608, pelo alemão Matheus Buchenberg, famoso construtor de alaúdes e tiorbas (ou chitarrones, como também eram conhecidos naquela região). Trezentos anos depois, em 1903, Alfredo Keil adquiriu este e outros instrumentos musicais (que actualmente também fazem parte do espólio deste museu) a Louis Pierrard, construtor e restaurador belga. Fê-lo através do seu filho, Luís Keil, que visitava os instrumentos, os descrevia ao pai através de cartas e fotografias, e tratava de agilizar a expedição dos mesmos para Lisboa.
A tiorba, que este ano celebra 409 anos de existência, sofreu várias intervenções ao longo dos tempos. Há um restauro de 1810, a que se seguiram outros dois, já no século XX: um em 1903, e o de Gilberto Grácio, em 1978. Neste último, o instrumento não ficou tocável, mas o braço, que se encontrava descaracterizado, foi modificado segundo o plano de um instrumento de Buchenberg pertencente à colecção do Victoria & Albert Museum. Em 2014, no âmbito do ciclo Um Músico, Um Mecenas, e através do patrocínio de um particular (Agostinho da Silva, administrador do Grupo CEI-Zipor), foi finalmente possível recuperar-se o som desta tiorba. O restauro esteve ao cargo do construtor e restaurador de cordofones Orlando Trindade. Foram corrigidas, com êxito, as deficiências que o instrumento apresentava ao nível da caixa e do braço.
Além da tiorba exposta no Museu da Música, existem alguns exemplares semelhantes de Matheus Buchenberg em museus europeus, nomeadamente um no MIM (Museu Instrumental de Bruxelas), outro no Museu da Música em Paris, um em Itália, em Florença, no Museu Bardini, e o do Victoria and Albert Museum.

 

 

Programa

 

- John Dowland (1563-1626) - Mr. Dowland's Midnight
- "Sweet stay awhile"
- "Time stand still"
- M.S. Dd Ernst Scheele (1619) - Praeludium
- Pierre Guédron (15??-1620?) - "Si le parler et le silence"
- "Cessés mortels"
- "Divine Amarylis"
- Francisco da Milano(1497-1543) - Fantasia
- Henry Lawes (1595-1662) - "Bid me but live"
- "I rise, I grive"
- Henry Purcell (1659-1695) - "Bess of Bethlam"
- “Fairest Isle"
- J. H. Kapsberger (1580-1651) - Preludio XII
- Giulio Caccini (1551-1618) - "Amarilis mia bella"
- "Torna deh torna"
- Belle rose porporine"
- J. H. Kapsberger - (1580-1651) - Preludio X
- Claudio Monteverdi (1567-1643) - "Ohimé ch'io cado in me"
- "Quel sguardo"
 
 

Helena Raposo nasceu na cidade de Ponta Delgada, Açores. Estudou guitarra clássica no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Completou em 2008 a Licenciatura em Alaúde e
Teorba pelo Departamento de Música da Universidade de Évora, sendo bolseira da Fundação Medeiros e Almeida. No mesmo ano, foi admitida no programa de Mestrado em Performance
(MMUS) - Prácticas de Interpretação Histórica na Faculdade de Música Antiga do Trinity College of Music em Londres, completando em 2009 a sua Pós-Graduação (PGD), sendo
bolseira desta instituição. Estudou alaúde renascentista, alaúde barroco, guitarra barroca e tiorba com David Miller; baixo contínuo com James Johnstone e David Miller; Teoria e
Interpretação da Música Antiga (Medieval, Renascimento e Barroco) com Phillip Thorby, Belinda Sykes e Stephen Preston; Música de Câmara com Rebecca Miles, Alison Crum, Tim
Taver-Brown e Walter Reiter.
Helena participou em masterclasses em Portugal, Inglaterra, Bélgica e Itália com Jacob Heringman, Frances Kelly, Dr. Anne Daye, John Crawford, Bart Coen, Owen Rees, Dominique
Vellard, Peter Phillips, Graham O'Reilly, entre outros. Como intérprete, tem actuado em Portugal, Espanha, Inglaterra, Bélgica e Itália com diversos ensembles, tanto como solista como
contínuo e acompanhamento. O seu repertório abrange música medieval, renascimento e barroco. Desde 2013 é membro da European Lute Orchestra. Em 2014 gravou para a WESO 
(The West European Symphony Orchestra) e muito recentemente para a Antena 2 com uma peça composta pelo compositor Daniel Schvetz.
Actualmente é professora de Alaúde e Música Antiga na Escola de Música do Conservatório Nacional. Desenvolve uma vasta actividade pedagógico-artística com os seus alunos na
aprendizagem e divulgação da música antiga.

Orlanda Velez Isidro nasceu em Évora, onde estudou violino e piano desde os 7 anos.
Iniciou os estudos de canto aos 19, com Maria Repas Gonçalves. Em 1997 foi para a Holanda, onde residiu até 2011, concluindo em Junho de 2000 a licenciatura em Canto pelo Conservatório
Real de Haia. Foi soprano residente do Amsterdam Baroque Choir (Ton Koopman), Dutch Chamber Choir, e do Radiokoor. É soprano residente do Dutch Bach Society. No “Quinteto Kassiopeia” gravou
a integral dos 6 vols. de madrigais de Gesualdo. Já se apresentou com os grupos: “Divino Sospiro”, dirigido por Enrico Onofri, nos Festivais de Ambronay 2005, Nantes 2006, Festa da
Música Lisboa 2006; “Flores da Música”, dirigido por João Paulo Janeiro, em vários festivais de Música Antiga em Portugal, com a gravação da obra “Te Deum” de Francisco António de
Almeida; e “Ludovice Ensemble” dirigido por Miguel Jalôto em vários festivais, apresentado programas de musica do séc.XVIII. A solo trabalhou com os maestros Frans Brüggen, William
Christie, Ton Koopman, Eduardo Lopez Banzo, Frederik Malmberg, Enrico Onofri, Gabriel Garrido, entre outros, em projectos com gravações de CD e DVD de compositores como J.S.
Bach, C.P.E. Bach, Buxtehude, Charptentier, Moulinié, e Mendessohn. Gravou também com Jill Feldman duetos de Mazzocchi. É professora de canto e de música de câmara. É licenciada em Ciencias Musicais pela UNL.

 

 


SOBRE O CICLO “UM MÚSICO, UM MECENAS”

“Um Músico, Um Mecenas” é um ciclo de concertos de entrada livre organizado pelo Museu Nacional da Música e que tem como objetivo divulgar o importante acervo do Museu, dando voz a tesouros nacionais e instrumentos de valor histórico único da sua coleção, considerada uma das mais ricas da Europa. Os concertos deste ciclo são autênticas viagens a este espólio, conduzidas por grandes intérpretes nacionais e internacionais, que dão a conhecer os instrumentos através de concertos comentados e de uma contextualização histórica estendida, muitas vezes, ao repertório escolhido. A interpretação, a necessária manutenção dos instrumentos musicais e a comunicação da história de cada um deles são fatores intimamente ligados e que resultam numa ação concertada entre o Museu Nacional da Música e os Mecenas do ciclo (músicos, construtores / restauradores e outros parceiros).

 

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UM MÚSICO, UM MECENAS 2017

 

13 de Maio
Guitarra portuguesa de Kim Grácio (c. 1959)
António Chainho
por António Chainho

 

18 de Maio
Violoncelo Stradivarius Chevillard - Rei de Portugal (1725) e piano Bechstein (1925)
Maria José Falcão e Anne Kaasa
Boccherini, Chopin e Franck

 

10 de Junho
Tiorba Matheus Buchenberg (1608)
Helena Raposo e Orlanda Velez (soprano)
Dowland, Purcell, Caccini e Monteverdi

 

15 de Julho
Violoncelos Galrão (séc. XVIII), Violoncelo Sanhudo (séc. XIX) e Violoncelo Lockey Hill (séc. XIX)
Prémio Jovens Músicis: Marco Pereira, Fernando Costa, Teresa Valente Pereira, Gonçalo Lélis
Sons com história

 

9 de Setembro
Cravo Antunes (1758)
Tony Millán (Espanha)
Música ibérica para cravo do século XVIII

 

1 de Outubro
Violoncelo Stradivarius Chevillard - Rei de Portugal (1725) e piano Bechstein (1922)
Filipe Quaresma e António Rosado
Franck e Bach

 

4 de Novembro
Piano Bechstein (1925), Violino Galrão e Violoncelo Lockey Hill (séc. XIX)
Duarte Pereira Martins, Daniel Bolito, Nuno Cardoso
Haydn e Schubert

 

22 de Novembro
Cravo Antunes (1789)
José Carlos Araújo
Música portuguesa do séc. XVIII

 

2 de Dezembro
Violoncelo Galrão do Rei D. Luís (1769), Pianoforte Van Casteel (1763)
Diana Vinagre e Miguel Jalôto
Tormentos, congojas y tristezas