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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Vencedores IX Prémio Atores de Cinema da Fundação

Luísa Cruz e José Pinto

vencedores do IX Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA

Foram conhecidos hoje os vencedores do IX Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA - Luísa Cruz e José Pinto – numa cerimónia que teve lugar no Teatro da Trindade, hoje, 23 de Novembro.

O júri - constituído por António Capelo, Miguel Guilherme e Rita Blanco - distinguiu Luísa Cruz com o Prémio de Melhor Atriz Principal pelo seu desempenho como protagonista no segmento “As Lágrimas da Juíza”, integrado no segundo volume do filme “As Mil e Uma Noites”, de Miguel Gomes – e José Pinto, Melhor Ator Secundário, pela sua interpretação em “Capitão Falcão”.

Segundo António Capelo, em representação do júri, “os actores deveriam receber prémios, todos os dias; os actores são premiados pelos públicos, sempre que estes participam e partilham com eles as suas criações. A Luísa Cruz é, sempre foi, uma actriz intensa, sempre nos brindou com a sua qualidade e o seu olhar sobre as personagens que interpreta acrescenta inquietação ao que nos diz e mostra, acrescenta-nos ensinamento. O José Pinto é, sempre foi para mim, uma referência de atitude ética, e de profundo amor à nossa arte; vê-lo, com esta idade, a continuar a oferecer-nos o seu ansioso olhar é um bem para todos nós.”.

Além do troféu, os vencedores recebem €3.000 e €2.000, valores correspondentes ao Prémio de Melhor Atriz Principal e Prémio de Melhor Ator Secundário, respetivamente.

Natural de Lisboa, Luísa Cruz, licenciou-se no curso de Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório Nacional de Lisboa. A trabalhar como atriz profissional desde 1985, tem estado ligada tanto a teatro como a cinema e televisão. Em teatro, participou em produções do Teatro da Cornucópia durante dez anos, onde trabalhou com Luís Miguel Cintra, Rui Mendes ou José Wallenstein. Colaborou assiduamente com o Teatro Nacional São João, em várias produções do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Nacional São Carlos e da Escola Superior de Música de Lisboa. No cinema, já participou em filmes realizados por Fernando Matos Silva, Teresa Villaverde, João Botelho, Jorge Cramez ou Miguel Gomes e, em televisão, tem integrado o elenco de diversas séries e telenovelas, para além de participar em dobragens para séries infantis. Em 2005, juntamente com o pianista Jeff Cohen, lança o CD de fados “Quando Lisboa Anoitece”. Ao longo da sua carreira, tem ganho vários prémios, entre os quais, Prémio de Melhor Jovem Atriz, atribuído pela revista “O Actor”, Prémio Atriz Revelação, pelo semanário “Se7e”, dois Globos de Ouro de Melhor Atriz de Teatro, entre outros.

José Pinto nasceu em 1929 e foi fazendo várias aparições em teatro amador e na televisão, em papéis secundários. Após uma longa carreira numa companhia de telecomunicações, reformou-se e passou a dedicar-se a tempo inteiro à representação, estreando-se em filmes de Manoel de Oliveira, João Botelho e Fernando Lopes. O seu papel mais recente foi no filme “Capitão Falcão”, como António de Oliveira Salazar, que lhe valeu agora este prémio.

Criado em 2008, o Prémio de Atores de Cinema Fundação GDA visa reconhecer o mérito artístico e a excelência do trabalho de interpretação de atores e atrizes nacionais emlongas-metragens de ficção.

Pretende-se, assim, promover e conferir notoriedade ao trabalho dos artistas intérpretes na execução da sua actividade profissional, contribuindo para a dignificação profissional através da criação de uma homenagem pública que simboliza o relevo, o significado e o impacto associados ao desempenho destas atividades profissionais, e do potencial que elas representam para o desenvolvimento cultural, social e humano das sociedades.

A sua singularidade consiste em todo o processo ser realizado exclusivamente pelos próprios profissionais visados, assumindo-se como um prémio inter pares: um prémio de interpretação atribuído por profissionais da mesma área.

A organização da edição de 2015-2016 deste prestigiado galardão é da responsabilidade da Fundação GDA, tal como nos anos anteriores, na esteira da sua missão de desenvolvimento da ação cultural e da ação social. O prémio tem como objetivo e espírito promover, valorizar e distinguir anualmente o trabalho dos atores e das atrizes de nacionalidade ou língua portuguesa, no formato cinema.

Durante a cerimónia de entrega de prémios, foi ainda exibida a curta-metragem, apoiada pela Fundação GDA, “Pedro”, de André Santos e Marco Leão. Com estreia no Festival Curtas Vila do Conde, este ano, o filme tem sido selecionado em diversos festivais nacionais internacionais, como Queer Lisboa, Caminhos do Cinema Português, Festival du Nouveau Cinéma de Mentréal (Canadá), Haifa International Film Festival (Israel), Janela Internacional de Cinema do Recife (Brasil), Asiana International Short Film Festival (Coreia do Sul), AFI Fest (EUA) ou L'Arternativa – Festival Cine Independiente de Barcelona (Espanha).

As edições anteriores do Prémio de Atores de Cinema Fundação GDA distinguiram:

- em 2014-2015, Maria do Céu Guerra como Melhor Atriz Principal (“Os Gatos não têm Vertigens”, de António Pedro Vasconcelos) e Pedro Inês como Melhor Ator Secundário (Os Maias”, de João Botelho);

- em 2013-2014, Rita Durão, como Melhor Atriz Principal (“Em Segunda Mão”, de Catarina Ruivo) e Paulo Pires, como Melhor Ator Secundário (“Até Amanhã Camaradas”, de Joaquim Leitão);

- em 2012-2013, Dalila do Carmo, como Melhor Atriz Principal (Florbela, de Vicente Alves do Ó e Ângelo Torres como Melhor Ator Secundário (“Estrada de Palha”, de Rodrigo Areias);

- em 2011-2012, Fernando Luís e Nuno Lopes ex-aequo no Prémio de Melhor Ator Principal (“América”, de João Nuno Pinto e “Sangue do Meu Sangue”, de João Canijo, respetivamente), e Rita Martins como Melhor Atriz Secundária (“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo;

- em 2010-2011, Leonor Baldaque como Melhor Atriz Principal (“A Religiosa Portuguesa”, de Eugène Green e São José Correia como Melhor Atriz Secundária (“O Inimigo Sem Rosto”, de José Farinha;

- em 2009-2010, Soraia Chaves como Melhor Atriz Principal (“Salazar – A Vida Privada”, de Jorge Queiroga) e Virgílio Castelo como Melhor Ator Secundário (“Um Amor de Perdição”, de Mário Barroso;

- 2008-2009, Anabela Moreira como Melhor Atriz Principal e Tiago Rodrigues como Melhor Ator Secundário (ambos pelas interpretações em “Mal Nascida”, de João Canijo);

- 2007-2008, Ivo Canelas como Melhor Ator Principal (“Call Girl”, de António-Pedro Vasconcelos e “O Mistério da Estrada de Sintra”, de Jorge Paixão da Costa) e José Eduardo como Melhor Ator Secundário (“Julgamento”, de Leonel Vieira, “Corrupção”, de João Botelho e “Dot.com”, de Luís Galvão Teles.

 

Nova imagem da GDA e da Fundação GDA

No evento, foram ainda apresentadas as novas imagens e identidades gráficas da GDA e da Fundação GDA, criadas pela GBNT – Shapping Communication. No caso da GDA, tendo como principais fundamentos para a sua criação o palco, a gestão dos direitos (GD) e os Artistas (A), pretende-se aludir à representação do palco enquanto elemento nobre dos artistas, que lhes serve como chão que os permite brilhar e que orienta o seu caminho. A sua representação simplificada reforça a importância de um teto e a elevação do chão através do palco. É uma moldura para a obra que se mostra ao mundo. Sobre o palco temos a Gestão dos Artistas (GD), que assume o papel protector, defensor, sustentado e informado da GDA que observa atentamente, guiando cada artista na sua área.

Por outro lado, os Artistas (A) assumem um papel central, o da expressão artística dos protagonistas, pois é deles que se trata — dos bailarinos, dos atores e dos músicos, juntos no mesmo palco através da GDA.

No caso da Fundação GDA, a base da criação da nova imagem é a plateia e o sorriso. Pretende-se fazer referência à representação de uma plateia através de uma perspetiva de topo, mantendo num outro prisma o simbolismo representado pela nova marca da GDA, alinhada com a alusão ao palco. O sorriso remete para a componente emocional e relacional da Fundação GDA, uma entidade cuja missão de valorização e dignificação do trabalho e das carreiras dos artistas se concretiza através de um conjunto de programas e iniciativas focados na ação cultural, na ação social, na ação institucional e na formação e desenvolvimento.

 

 

A Fundação GDA

A Fundação GDA tem por missão a valorização e dignificação do trabalho e das carreiras dos artistas – atores, bailarinos e músicos - bem como o seu desenvolvimento humano, cultural e social.

Esta missão concretiza-se num conjunto de programas e iniciativas focados na acção cultural, na ação social, na ação institucional e na formação. O objetivo é favorecer a diversidade e a participação cultural, a criação de uma rede solidária de assistência social e, ainda, a promoção e divulgação dos direitos dos artistas, contribuindo desta forma para o desenvolvimento em Portugal da economia da cultura e do setor criativo.