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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Vicente '16 | O jogo da glória (ou a Vida na óptica do utilizador) | Curadoria: Mário Caeiro | Artistas: Rochus Aust (Ermida) e Miguel Januário (Travessa)

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Vicente '16 | O jogo da glória (ou a Vida na óptica do utilizador)

Curadoria: Mário Caeiro | Artistas: Rochus Aust (Ermida)  e Miguel Januário (Travessa) | Inauguração: 10 de Setembro 2016 - 18H | Exposição na Ermida até 30 de Outubro 2016 | Intervenção de rua até 30 de Março 2017 | Entrada Gratuita | Lisboa na Rua

 

Programa:

 

- Concerto Rochus Aust + I Deutsches Stromorchester 19h - 10 de Setembro

- Pedro Santa Rita - Passeio/Visita temática com início na Travessa da Ermida 17 de Setembro 15:00 – Marcação até 24h antes

- Filipe Garcia – happening performativo em Belém com início na Travessa da Ermida 1 de Outubro - 15:00 – Marcação até 24h antes

- Finissage – Conversa com autores e artistas – 29 de Outubro 15h – Marcação até 24h antes

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Vicente '16, O jogo da glória (ou a Vida na óptica do utilizador)

Mário Caeiro, curador

 

A edição de 2016 do Projecto VICENTE dedica-se ao princípio lúdico e criativo que está por detrás de uma cidadania informada pela imaginação. Se noutro tempo o diácono Vicente teve uma vida, e depois desta umagloriosa posteridade, nós hoje temos a nossa própria vida (cada um de nós brinca com a sua…), num contexto cultural e tecnológico que traz continuamente novas possibilidades – da acção multiplicada pelas redes às ‘muitas vidas’ sucessivas que pululam nos nossos luminosos smartphones… Ora nesta vida nova, mais complexa do que nunca nas suas regras ditas e não-ditas, ou estamos em jogo… ou não. E não basta conhecermos as regras, o que já seria meio caminho andado para todas as glórias terrenas. Talvez não seja menos avisado saber mais sobre quem as dita e escolher aquelas a que voluntariamente queremos submeter-nos. A cidadania é isto mesmo: o estarmos em jogo, participando no dispositivo social, cultural, urbano. E neste dispositivo, o jogo supremo é – ainda – a arte. Por isso a arte e os seus jogos têm de fazer parte da cidade e ir mudando as regras à cultura. No jogo maior que é a arte, vamos conhecendo melhor a vida e aprendendo a vivê-la... na óptica do utilizador.

 

Biografias

Miguel Januário (1981) Portugal. Activista assumido, é licenciado em Design de Comunicação pela FBAUP e é na área da street art e do graffiti que se tem destacado. ± (Mais Menos) é a sua vertente mais visível e é através desta identidade que reivindica e intervém na paisagem urbana.

 

 

Rochus Aust (1968) Alemanha. Estudos musicais no Trossingen Music College e na Royal College of Music, em Londres. Premiado internacionalmente como trompetista, compositor e artista visual. Bolseiro da DAAD (Deutscher Akademisher Austausch Service) e da Märkischen Kulturkonferenz, entre outras instituições. Digressões de concertos em mais do 30 países. Produções e gravações para mais de 70 editoras, estações de radio e de televisão. As suas coordenadas são actualmente o interface entre concertos visuais, movinstalações (MOVinstallations) e poésie eléctronique. Rochus Aust é o fundador e director artístico do grupo RE-LOAD FUTURA e da primeira DEUTSCHESSTROMORCHESTER (ORQUESTRA ELECTROFÓNICA ALEMÃ).

 

 

Vicente, ontem, hoje e amanhã

Fábia Fernandes, Travessa da Ermida

 

O padroeiro de Lisboa e os corvos que até aqui o acompanharam estão esquecidos, lembra um dia, em conversa corriqueira na Enoteca de Belém, Eduardo Fernandes, director do projecto Travessa da Ermida. Assim começou a viagem de São Vicente até ao presente da sua cidade e do mundo. Mário Caeiro aceitou o desafio de o interpretar nas suas várias vertentes e transformou-o no Projecto VICENTE, sobre um Vicente mito, pessoa e ser de ontem, de hoje e de amanhã. Vicente tem sido vivido, revivido, escrito, reescrito, interpretado e reinterpretado, metamorfoseado, explanado e transformado. Este Vicente intemporal tem sido adaptado por artistas de toda a sorte – inglês, checa, polacos, portugueses, estónio, alemães. Desde 2011, é escultura, intervenções urbanas, vídeo, instalações, jóia, ficção, passeios, conversas, uma ópera, livros e agora, em 2016, a vida em jogo, na óptica do utilizador. Vicente, como diz Mário Caeiro d'après Pessoa, é o tudo que é nada e por isso voltou para desta vez ficar, não só lembrado e relembrado mas agigantando-se para se assumir como nova personagem da contemporaneidade. Vicente é ele próprio, mas mais que tudo é todos nós, é Lisboa, é Lisboeta, é cidadão do mundo, é espaço público mítico, é realidade, é mentira e é verdade, é partida e é chegada, é o que nós queremos que ele seja, é o que ele quiser ser!

 

 

Créditos

 

Artistas: Rochus Aust, Miguel Januário | Happening Performativo: Filipe Garcia | Passeio/Visita temática: Pedro Santa Rita | Curador: Mário Caeiro | Direcção: Eduardo Fernandes | Project Manager: Fábia Fernandes | Montagem: Madalena éme | Livro - Autores: Herlander Elias, José Moura, Pedro Teixeira da Mota, Mário Caeiro, Nelson Zagalo, Nelson Guerreiro, Pedro Picoito, Rui Matoso, João R. Ferreira (projecto gráfico) | Artistas: Miguel Januário, Rochus Aust | Design gráfico: Paulo Condez | Apoios: EGEAC, Goethe Institut, Junta de Freguesia de Belém, Enoteca de Belém Wine + Art Catering, Ministerium für Familie, Kinder, Jugend, Kultur und Sport des Landes Nordrhein-Westfalen, Kunststiftung NRW

 

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